Valor do Professor

Valor do Professor

 

Valor do Professor

Edith Jaques

 


Angela Ravazzolo- Editora de Educação- "Aumentar o salário do Professor não é garantia de qualidade na Educação". Sem citar as pesquisas as quais diz confiáveis, assim se refere a pessoa que escreve. Não gostei até mesmo da expressão "engordar contracheques". Achei vulgar e grosseira.


Valorização profissional, não é o mesmo que engordar contracheques. E o que é ser ótimo Professor no momento, embora tendo às vezes de trabalhar até 60 horas, para ganhar um pouquinho mais?


Pode ser ótimo também, aquele que coolabora com o Sistema, não reclama, trabalha extra, baixa a cabeça e faz o impossível. Será mesmo que é a partir desse papel considerado central que é preciso abordar o debate em torno do Piso salarial, para quem escreve?


Falou também na relevância dos orçamentos dos Estados e Municípios nas negociaçõese que é isso que o Brasil espera do papel do Professor e da qualidade da Educação brasileira, dizendo que isso é que deve ser o foco (leiam todos por favor).

  • O que está em jogo é o valor do professor
    Angela Ravazzolo

    Aumentar o salário dos professores não é garantia de qualidade na educação. A afirmação, que poderia soar como uma provocação, costuma ser repetida por especialistas e é reforçada em pesquisas confiáveis.

    Ao mesmo tempo, o protagonismo do professor no processo de aprendizado e na troca de conhecimentos em sala de aula é incontestável. Um ótimo professor, até mesmo isoladamente, pode lançar um impulso determinante e mudar a vida de uma escola e de um aluno. E é a partir desse papel central que é preciso abordar o debate em torno do piso salarial.

    Certamente que os orçamentos de Estados e municípios são relevantes nas negociações e nos trâmites legais, mas considerar o que o Brasil espera do papel do professor, e da própria qualidade da educação brasileira, deve ser o foco.

    Mesmo que engordar o contracheque não resolva todos os problemas, é uma etapa fundamental para construir uma carreira que atraia os bons alunos do Ensino Médio para o magistério, que possibilite qualificação e também permita à sociedade cobrar de quem ensina um trabalho de qualidade.


Percebe-se que, a pessoa que escreve, está distante da realidade brasileira, das salas de aula e dos problemas da Educação advindos da falta de investimento no Setor. Por milagre não falou nos cofres públicos, preferiu empregar as palavras, orçamento dos Estados e Municípios. É a voz dos governos que não querem pagar o Piso, valorizar o Professor, do qual depende a Educação das gerações, não só do presente, mas especialmente do futuro.



O que se pretende no momento, é a valorização profissional e esse deve ser o debate. Não é o herário público que deve estar em discussão, que este seja discutido quando o Estado tiver que pagar todo o aparato dos que


É preciso frisar, que o Professor sempre soube das suas responsabilidades e não precisa que ninguém o lembre.   
 

Para os colegas: E daí, COLEGAS!  Prestem atenção:  


A Lei do Piso Nacional do Magistério, assinada pelo Presidente Lula, por Tarso Genro (inclusive), Nelson Machado, Fernando Haddad, Paulo Bernardo Silva, José Múcio Monteiro Filho e José Antonio Toffoli, antes destas assinaturas, lá em 16 de julho de 2008, termina assim... esta Lei entra em vigor a partir de 1.080 (mil e oitenta) dias  de sua publicação (?). 



Colegas passaram três anos para que a Lei entrasse em vigor.  Não sei de precedentes!      


Num país onde não se quer investir em Educação...tudo pode acontecer...  



E, saber que, no Rio Grande do Sul, a Educação já foi uma das prioridades... mas isto só ficou na história... Hoje não existe mais, nem herança hereditária... (perdoem-me a redundância, à vezes é preciso)! 

    
     
Até breve! 
    
Cachoeira do Sul, 05 de março de 2013.    Edith Jaques (Professora)





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