RS marca passo

RS marca passo

Rio Grande do Sul marca passo na educação, mostra iRS

Oitavo colocado no ranking da área no iRS, Estado tem índice de avanço mais lento do que o observado na média do país

Por: Zero Hora       17/08/2017

Rio Grande do Sul marca passo na educação, mostra iRS Diogo Sallaberry/Agencia RBS

Solução passaria pelas próprias escolas e por gestores municipais, avalia especialista
Foto: Diogo Sallaberry / Agencia RBS 

Alicerce do desenvolvimento, a educação é a dimensão avaliada pelo iRS em que o Rio Grande do Sul está pior colocado na comparação com as demais unidades da federação. É apenas o oitavo no ranking com os dados de 2015, posto que ocupa há três anos consecutivos, após figurar na quarta colocação no início da série histórica, em 2007. Mais preocupante é o ritmo da evolução do índice dos gaúchos. Há uma lenta melhora ao longo dos anos, mas na média nacional o avanço é mais rápido. A liderança é de São Paulo, seguido pelo Paraná.

O vagaroso progresso dos estudantes gaúchos na Prova Brasil, uma das três variáveis consideradas, reflete o quadro. Na avaliação do aprendizado dos alunos do 4º ano do Ensino Fundamental em matemática e português, de 2014 para 2015 o Rio Grande do Sul teve avanço no desempenho, mas caiu de sexto para sétimo no ranking, superado pelo Espírito Santo.

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A taxa de distorção entre idade e série no Ensino Médio também aponta que o Estado melhora a passos mais lentos. Na rede gaúcha, 26,4% dos alunos em 2015 não tinham a idade ideal (15 a 17 anos). É melhor apenas que o Rio nas regiões Sul e Sudeste. Desde 2007, a taxa brasileira caiu de 42,4% para 27,4%, aproximando-se do Rio Grande do Sul. No caso gaúcho, a redução foi de 33,8% para 26,4%.

À frente da equipe que elabora o iRS, o coordenador do curso de Economia da Escola de Negócios da PUCRS, Ely José de Mattos, observa que a educação é a variável mais estável do índice porque as mudanças tomam tempo para se consolidar. O avanço, sustenta, deve ser baseado em planos que tratem diretamente de aspectos educacionais — como valorização e treinamento de professores e melhora da infraestrutura —, mas também é essencial que as crianças estejam aptas a aproveitar o que é oferecido, não sejam tiradas da escola para trabalhar e nem cheguem à sala de aula com fome ou sem material escolar.

— Acredito que possamos combinar ações pontuais de curto prazo, que tenham impacto imediato e possam ser implementadas em um contexto de crise fiscal do Estado, com planejamento de longo prazo. Precisamos responder com convicção: qual educação queremos? — pontua Mattos.

O secretário estadual de Educação, Ronald Krummenauer, admite insatisfação com os resultados. Lembra que, além dos pontos que podem ser atacados por gestores, há problemas paralelos que geram evasão ou dificultam o aprendizado, como gravidez precoce, recrutamento de jovens pela criminalidade e necessidade de ajudar no sustento das famílias.

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Para o presidente da União dos Dirigentes Municipais de Educação, André Lemes da Silva, entre os problemas está a falta de financiamento para garantir boa infraestrutura nos colégios e remuneração digna aos professores. Mas há como melhorar o desempenho com iniciativas nas próprias cidades, diz Lemes:

— Temos instigado os gestores municipais a incentivarem a formação continuada de seus professores, uma qualificação permanente.

Segundo Lemes, há como as próprias escolas resolverem deficiências ao detectarem problemas como evasão, reprovação e dificuldade de aprendizado em áreas específicas.

Uma novidade deste ano do iRS foi o aperfeiçoamento da metodologia, com a inclusão de uma variável, a taxa de matrícula no Ensino Médio

 

http://zh.clicrbs.com.br/rs/noticias/economia/noticia/2017/08/rio-grande-do-sul-marca-passo-na-educacao-mostra-irs-9873198.html 




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