Reforma da Previdência preocupa

Reforma da Previdência preocupa

Reforma da Previdência preocupa professores

Sindicato acredita que categoria sofrerá perdas importantes caso nova proposta seja aprovada no Congresso

Por: Paloma Mocellin     

 

As novas propostas do Governo Federal relacionadas a previdência social têm trazido grandes preocupações a diversas áreas econômicas e sociais do país. Para algumas categorias, a situação é mais delicada e preocupante. Como é o caso dos trabalhadores rurais e dos professores da educação básica, para os quais, na aposentadoria por idade, a exigência atualmente é reduzida em cinco anos: a mulher deve ter 55 anos e o homem, 60.

O que significa que essas últimas categorias deverão trabalhar dez anos a mais e contribuir também por mais uma década. Outro ponto: os 65 anos não são fixos. A partir da aprovação da reforma, sempre que a expectativa de vida subir um ano sobe igualmente a idade mínima para a aposentadoria.

A presidente do Centro dos Professores do Estado do Rio Grande do Sul, 15º núcleo do Cpers, em Erechim, Marli da Silva, diz que é grande a preocupação com as alterações apresentadas na proposta. “Foi percebido um aumento grande na solicitação de estudos e análise da vida funcional para pedidos de aposentadorias e muitas informações de colegas que já entregaram a documentação e estão no aguardo para assinar sua aposentadoria”, explicou.

Pela PEC 287

Segundo Marli, acaba a aposentadoria por tempo de contribuição. “Exige-se a idade mínima de 65 anos e um mínimo de 25 anos de contribuição de todos os trabalhadores, sem distinção para mulheres, servidores públicos, trabalhadores rurais ou professores da educação fundamental”.

Caso cumpra todas as exigências, o aposentado terá direito a apenas 76% do valor integral da aposentadoria. “Cada ano a mais trabalhado dá direito a 1% de aumento no valor. Para chegar aos 100%, o trabalhador deverá trabalhar 24 anos a mais. Obter uma aposentadoria integral aos 65 anos tornou-se impossível”, disse.

Motivo da preocupação

Para Marli, o principal motivo de preocupação entre os servidores é a tentativa do governo federal de impor idade mínima de 65 anos para a aposentadoria. “A União garante que quem cumprir os requisitos para o benefício na data da promulgação da reforma não será atingido. Mesmo assim, o receio de perder direitos já ecoa nas escolas e em outros setores do Estado. No caso dos educadores, a resistência é ainda maior, porque hoje eles têm direito à aposentadoria especial. Por lei, as mulheres podem fazer o pedido com 25 anos de contribuição e idade mínima de 50 anos. Os homens, com 30 de contribuição e 55 de idade”, salientou.

Números

Segundo os números apresentados pela Fórum Estadual de Educação (FEE), somente entre 2015 e 2016, apontam a diminuição de quase 18 mil servidores, número que inclui profissionais da região do Alto Uruguai. Marli ainda explica que nas escolas, no sindicato e nas redes sociais o sentimento de muitos colegas é de indignação, angústia, arrependimento de ter escolhido esta profissão e com sentimento de terem sido enganados quanto aos seus direitos. “A aposentadoria é aquele período da vida onde o servidor público, homens, após 35 anos de contribuição e 60 anos de idade e as mulheres com 30 anos de contribuição e 55 anos de idade pelas regras atuais, poderá usufruir do chamado descanso remunerado, quando “em tese”, haveria uma melhora na qualidade de vida”, enfatizou.

Ainda de acordo com ela, o fechamento de várias escolas de Campo região também tem sido motivo de muitas preocupações. “Sair do campo deve ser uma opção familiar e não consequência da inexistência de oferta de educação de qualidade social desrespeitando normas e por contenção de despesas como é a política do governo Sartori”, enfatizou.

Mobilização

O Cpers está chamando a categoria para mobilizar-se contra as reformas da Previdência e Trabalhista do governo federal e contra os projetos que retiram nossos direitos no Estado. No dia 3 de março, as 14h na sede do 15º Núcleo será realizada uma Assembleia Regional para discutir o assunto. No dia 8 de março a assembleia será em Porto Alegre e a greve geral esta prevista para o dia 15.

 

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