Plenária do CEEd faz sua opção política

Plenária do CEEd faz sua opção política

PLENÁRIA DO CEED  FEZ SUA OPÇÃO POLÍTICA

foto seed

Fomos derrotados no Plenário na apresentação do Parecer substitutivo, mas não seremos derrotados na luta em defesa da autonomia, democracia e qualidade do Ensino, na defesa dos direitos dos Profissionais em Educação, esta continuará .

O parecer 156 aprovado pelo CEED dizia que o regimento padrão do governo seria apenas para o ano de 2012,  ao aprovar ontem o parecer da comissão especial o colegiado esquece e não quer ouvir a comunidade escolar dizer que o Regimento padrão continua sendo exigido pelas CREs, a orientação é  um copia e cola, palavras das direções de escola. O parecer aprovado está avalizando a retirada de autonomia na construção dos seus projetos.

As mudanças que são necessárias no Ensino Médio precisam ser construídas conforme a realidade de cada escola e de sua comunidade escolar , garantido e reforçado pelas legislações que lhe dão este direito como a descrita abaixo:

A Resolução CNE/CEB Nº 02/2012 ,  que define Diretrizes Curriculares Nacionais para o Ensino Médio qiando fala  do projeto político-pedagógico   diz “ Com fundamento no princípio do pluralismo de ideias e de concepções pedagógicas, no exercício de sua autonomia e na gestão democrática, o projeto político pedagógico das unidades escolares, deve traduzir a proposta educativa construída coletivamente, garantida a participação efetiva da comunidade escolar e local, bem como a permanente construção da identidade entre a escola e o território no qual está inserida”. E que cabe a cada Escola “  a elaboração do seu projeto político-pedagógico, com a proposição de alternativas para a formação integral e acesso aos conhecimentos e saberes necessários, definido a partir de aprofundado processo de diagnóstico, análise e estabelecimento de prioridades, delimitação de formas de implementação e sistemática de seu acompanhamento e avaliação.”

Outras normas também garantem esta autonomia, como a LDB, a Lei de Gestão Democrática do RS e normas do próprio CEED e sua constatação de que os regimentos estão padronizados.

Constatamos também através da fala dos professores e estudantes durante a sua implementação, que os mesmos sentem que a prática não expressa o proposto e nem tem impedido a evasão e o abandono.

E o CEED enfatiza “ a necessidade permanente de diálogo com a comunidade escolar, em especial com seus professores, possibilitando a oferta de um ensino de qualidade para os estudantes do Rio Grande do Sul”, mas não ouve as mobilizações das ruas , o clamor dos estudantes e das Escolas ao aprovar seu Parecer.

A conquista da autonomia  é resultado da luta de quem acreditava que participação e autonomia eram importantes para uma escola democrática. A autonomia coloca a escola como responsável pelo seu trabalho educativo de acordo com suas características. Quem fez parte desta conquista hoje está no governo e na SEDUC agindo de forma autoritária e impondo um Regimento Padrão.

O ensino médio proposto pelo Governo e pela SEDUC acentua a desigualdade social, pois os educandos das escolas privadas, continuarão tendo direito a uma formação que contemple todas as áreas, o que facilita sobremaneira o ingresso em uma universidade pública, enquanto os filhos da classe trabalhadora serão preparados para o mundo do trabalho, (servir ao capital).

O parecer substitutivo apontava para o respeito ao principio da democracia, da autonomia e da responsabilidade no processo educativo e que  é necessário permitir que as instituições de ensino com projetos coletivos e experiências bem sucedidas continuem a executá-los, que não seja permitido que as Escolas sejam obrigadas a adotar o Regimento Padrão como determina o Parecer 156 do CEED.

Que a Comunidade Escolar deve ser respeitada como autora e responsável pela construção do seu projeto político-pedagógico e regimento escolar possibilitando o sucesso e permanência dos alunos nos cursos do Ensino Médio e neste pensar pedagógico construam um novo currículo.

Fomos derrotados nesta proposta, no Parecer apresentado por mim, representante do CPERS no CEEd, o parecer foi rejeitado pelo voto de 10 dos representantes , 4 do governo, UGES, ACPM, Simpro, Sinepe, Famurs, Apaes, com 3 abstenções e 4 votos favoráveis dos representantes do Cpers Sindicato( Marco Sozo, Neiva Moreno , Neusa Lopes e eu, Marli da Silva) , porque dizia que a Seduc não pode impor sua proposta pedagógica e  exigir que as escolas adotem o Regimento Padrão  que  desrespeitou a autonomia das escolas e a construção que as mesmas tinham. E nem está diminuindo a evasão, não prepara para o mundo do trabalho, nem para a universidade que é o argumento usado pelo governo.

O CEED não pode ficar indiferente às manifestações públicas da comunidade escolar e o clamor dos estudantes gaúchos.  A mobilização continuará nas ruas , nas escolas e até no CEED para que este se posicione a favor de uma escola pública de qualidade e das propostas que forem acordadas dentre os atores envolvidos.

Marli Helena Kumpel da Silva

Conselheira representante do Cpers Sindicato

 




ONLINE
7