Parecer do CEED sobre indisciplina

Parecer do CEED sobre indisciplina

PARECER DO CEED SOBRE INDISCIPLINA  E  A AUTONOMIA DAS ESCOLAS    

Cleusa Margarete Werner                                                                                            

 

Está em debate no CEED(Conselho Estadual de Educação)parecer que normatiza o “poder das escolas privadas ou públicas de reprimir a indisciplina de alunos com afastamento ou transferência.” Este fato tem chamado a atenção da comunidade escolar gaúcha e  motivado a sociedade a  tomar parte dos debates a respeito do assunto que a muito tem sido motivo de preocupação e de longas discussões dentro de nossas escolas.

De quem é a responsabilidade pela disciplina das crianças que  chegam à escola, cada vez mais cedo, através da escola de turno integral ou dos projetos instituídos pelos governos?

É sabido que nas escolas, principalmente a pública, recebemos como alunos a sociedade por amostragem com todas as suas nuances, perspectivas e frustrações, recebemos os excluídos socialmente, filhos dos trabalhadores, empresários, todas as raças, credos, em fim, todos, com eles, todas as histórias e toda a esperança social.A quem cabe a responsabilidade de ensinar o respeito as normas de convivência?

O que fazer quando a escola esgota, com alunos indisciplinados, todas as alternativas pedagógicas, encaminhamentos a outros profissionais e a família não colabora?

Quem fará cumprir o direito dos demais alunos da escola, quando a escola mantêm no convívio do grupo, por força de lei, um aluno que desrespeita os demais membros do grupo, agride física e verbalmente ou coloca em risco a integridade física de colegas e professores?

É sabido no meio educacional da importância da participação da  família na educação da criança, principalmente na primeira infância.Não será este parecer mais um instrumento a serviço de legitimar o jogo de empurra de responsabilidades a  que temos assistido nas escolas, que ao contrário de  países de primeiro mundo, já é de muito tempo reconhecido e estimulado?

Segundo se lê na mídia: “..em vez de recorrer a suspensão ou expulsão, com base no regimento interno, caberia as instituições de ensino fundamental e médio atuar na prevenção e solução de casos onde hoje podem ser aplicados medidas punitivas extremas...”Com perdão pela descortesia aos colegas conselheiros,  Será que alguém acha que nossas escolas, através de seus profissionais, recorrem a alguma medida extrema sem haver esgotado todos os recursos pedagógicos possíveis dentro do estabelecimento de ensino?

A escola não pode permitir mais este desrespeito à sua autonomia de gestão!

Fonte : Retirado do facebook

 




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