Paralisação no primeiro dia

Paralisação no primeiro dia

Professores anunciam paralisação para primeiro dia de aula da rede estadual

Foto: Caroline Ferraz/Sul21

Foto: Caroline Ferraz/Sul21

Luís Eduardo Gomes

A direção do Centro de Professores do Estado do Rio Grande do Sul (Cpers) comunicou ao secretário de Educação, Vieira da Cunha (PDT), em reunião na manhã desta quinta-feira (18), que irá realizar uma paralisação no primeiro dia de aulas da rede estadual, 29, confirmou a presidente da entidade, Helenir Aguiar Schürer. Segundo a professora, a iniciativa faz parte de uma ação coordenadora para trabalhadores estaduais de educação de todo o País e tem o objetivo de iniciar uma campanha pelo pagamento integral do piso do magistério. Ela também afirma que a categoria irá deliberar no dia 18 de março sobre a possibilidade de entrar em greve pelo mesmo motivo.

De acordo com o Cpers, os professores gaúchos recebem atualmente apenas 30,53% do piso nacional do magistério. “A partir de janeiro de 2016, a nossa defasagem é de 69,47%. Só que o governo não acena absolutamente nada”, diz Helenir, acrescentando que os professores estão com salários congelados desde novembro de 2014, quando receberam o último reajuste salarial. Na época, os vencimentos dos trabalhadores da educação chegavam a 65,3% do piso nacional.

Ela também questiona o fato de, apesar de as 195.368 matrículas de servidores da Educação representarem 63,2% de todos os vínculos do Estado, representarem apenas 37% da folha de pagamento. Por outro lado, o poder judiciário, que tem 4,3% dos vínculos, receberia 11% da folha de pagamento. “É uma disparidade muito grande no valor recebido entre servidores públicos. Deveria, no mínimo, haver valorização da nossa categoria. Estamos em situação de pré-falência”, diz a professora.

Em razão dessa defasagem, os professores do Estado prometem realizar grandes mobilizações em 2016, começando pela paralisação do dia 29, quando também será realizada uma aula cidadã, em Porto Alegre, para discutir a questão.

Segundo Helenir, após o dia 29, os professores voltarão a parar entre os dias 15 e 17, como parte de uma mobilização convocada pela Confederação Nacional dos Trabalhadores da Educação (CNTE). No dia seguinte, 18, haverá uma assembleia do Cpers para decidir se os professores gaúchos estendem a paralisação. A professora afirma que o Conselho Geral da entidade já aprovou essa possibilidade. “Está na mão do governo evitar a greve, que apresente para nós uma proposta”, diz. “A partir do dia 24, quando os professores retornam, estaremos dentro das escolas fazendo discussão com a base. Estamos também fazendo um material que será entregue aos pais já colocando a eles a situação que temos hoje e colocando a possibilidade de uma greve”.

 

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