Mobilização no inicio do ano

Mobilização no inicio do ano

Governo demonstra preocupação com a mobilização da categoria

 

A Direção Central do CPERS recebeu hoje pela manhã o secretário de Educação Vieira da Cunha, que solicitou a reunião por estar preocupado com a intensa agenda de mobilizações da categoria, organizada pelo Sindicato para os próximos dias. A direção da entidade reforçou a grande disposição da categoria para a realização dos atos que irão cobrar do governo Sartori e seus aliados questões importantes como uma proposta concreta de reajuste salarial aos educadores, a garantia de uma educação pública de qualidade, a não retirada de direitos e o fim dos constantes ataques a professores e funcionários de escola. A pauta de reivindicações da categoria foi entregue ainda no início do governo Sartori e até hoje, mesmo após várias reuniões, não teve resposta.

A direção do Sindicato apresentou inúmeros relatos sobre o desrespeito a autonomia das escolas e apresentou os números do Dieese sobre a defasagem salarial do Magistério, que atualmente recebe apenas 30,23% do Piso.


Vieira, assim como fez o secretário da Segurança, fez mais uma autocrítica dentro do próprio governo. “As medidas tomadas no ano passado só pioraram as coisas”, afirmou.


A presidente do CPERS, Helenir Aguiar Schürer, informou ao secretário que o Sindicato irá defender que a recuperação das greves e paralisações que serão realizadas ocorram após o início do próximo ano letivo, garantindo assim as férias dos professores, funcionários de escola e alunos. O objetivo é o de assegurar a qualidade do ensino.

Após pressão do CPERS, Vieira compromete-se com a nomeação de 500 professores e 300 funcionários

Na ocasião, a direção do Sindicato exigiu do secretário uma ação efetiva quanto ao fato de o Estado realizar contratações emergenciais de educadores, enquanto há inúmeros concursados aguardando para serem chamados. Vieira comprometeu-se em encaminhar ao governo a nomeação de 500 professores e 300 funcionários de escola. Também disse que irá verificar se ocorreram contratações emergenciais ao invés de nomeações e, caso confirme, irá suspender a ação e chamar os aprovados no último concurso.

Outra garantia dada pelo secretário durante a reunião foi a de que ele irá defender junto a bancada de seu partido, o PDT, o voto contrário ao Projeto de Lei 507, que ataca os direitos sindicais.


Em relação a crise financeira alegada pelo Estado, Helenir ressaltou que a educação pública não pode ser taxada como a que contribui para este cenário. “Somos 63% do funcionalismo público, porém, na folha de pagamento, somos apenas 37%. Ou seja, não pesamos a folha. A crise que o governo alega é uma caixa preta tão fechada que nem o Tribunal de Contas do Estado consegue averiguar a verdadeira arrecadação do Estado. Não aceitamos isso”, afirmou.

Educadores e comunidade escolar unidos contra os ataques do governo

 O CPERS reforça a convocação a todos os educadores e a comunidade escolar para participarem das mobilizações programadas para os próximos dias. Unidos estamos conseguindo fazer com que o governo perceba a força daqueles que lutam por uma educação pública de qualidade.

 Participa das manifestações contra o desmonte da escola pública gaúcha

 25 e 26 de fevereiro: debate nas escolas sobre o calendário de mobilizações da categoria;

29 de fevereiro: Dia de Paralisação Nacional da Educação, com aula cidadã e participação da comunidade escolar. Neste dia, haverá paralisação geral nas escolas e aula pública em Porto Alegre. A concentração ocorre às 13h30, no Largo Glênio Peres. Após será realizada caminhada que irá passar pela Secretaria da Fazenda, para dar o recado ao secretário da Fazenda, Giovani Feltes, e aula cidadã ao governador em frente ao Palácio Piratini;

15, 16 e 17 de março: Greve Nacional organizada pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação – CNTE

-Pelo cumprimento da Lei do Piso;

-Contra a terceirização;

-Contra a entrega das escolas às organizações sociais (OSs);

-Contra o parcelamento de salários;

-Contra a militarização das escolas públicas;

-Contra a reorganização das escolas, por meio da enturmação e de redução de turnos

18 de março: Assembleia Geral do CPERS, no Gigantinho, em Porto Alegre para definir sobre a continuidade do movimento grevista.

 

http://cpers.com.br/governo-demonstra-preocupacao-com-a-mobilizacao-da-categoria/




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