Dia de protesto em Porto Alegre

Dia de protesto em Porto Alegre

Professores do Estado se unem a outros servidores em dia de protesto em Porto Alegre

Foto: Guilherme Santos/Sul21

Fernanda Canofre*

A chuva forte que caiu no fim da tarde desta quinta-feira (14), em Porto Alegre, não esmoreceu o protesto de servidores que marcaram a data como Dia Nacional de Luta em Defesa dos Serviços Públicos em todo o país. Na capital gaúcha, o ato na Esquina Democrática reuniu centenas de pessoas, debaixo de guarda-chuvas e capas de plástico, para debater as políticas que vêm sendo conduzidas pelos governos municipal, estadual e federal, que afetam a classe.

O ato do fim da tarde foi o que uniu todas as categorias de servidores. Em cima do caminhão de som, entidades como Cpers (Centro de Professores do Estado), CUT-RS (Central Única de Trabalhadores), Sintrajufe (Sindicato dos Trabalhadores da Justiça Federal) e Assufrgs (Associação dos Servidores da Universidade Federal do Rio Grande do Sul), se revezaram em falas pontuando a necessidade de ir às ruas.

Os trabalhadores do Judiciário Federal paralisaram durante toda a quinta-feira. Segundo o Sintrajufe, eles protestam contra as medidas de Michel Temer (PMDB) que afetam a todos os trabalhadores, como a reforma trabalhista, da Previdência Social e a liberação das terceirizações, e contra mudanças previstas para a categoria, como o fim da estabilidade para servidores públicos, extinção das zonas eleitorais e da Justiça do Trabalho.

“Sem aquecer a economia com investimentos na produção, o Brasil não vai tirar 14 milhões de trabalhadores da fila do desemprego. A política de corte de direitos e de privatizações não melhorou até hoje a vida de nenhum país do mundo, que copiou essa receita manjada e ineficaz do capital financeiro”, diz o secretário de Relações do Trabalho da CUT-RS, Antônio Güntzel.

Professora segura cartaz em frente ao Palácio Piratini | Foto: Carol Ferraz/Divulgação

Os professores do Estado, que estão em greve desde o dia 5 de agosto, devido ao parcelamento de salários pelo governo de José Ivo Sartori (PMDB), começaram a concentração às 14h, na Praça da Matriz. Em frente ao Palácio Piratini, os professores escreveram no chão mensagens como “Sartori caloteiro” e seguraram cartazes com dizeres como “R$ 350 não paga o vinho que ele bebe”, em referência à primeira parcela de agosto, a mais baixa já paga até aqui.

Na Esquina Democrática, os professores decidiram em votação, mesmo com a chuva forte, seguir em caminhada pela Avenida Borges de Medeiros até o Centro Administrativo Fernando Ferrari (CAFF), sede da Secretaria Estadual de Educação (Seduc).

A partir das 18h, o comando de greve do Cpers se sentou na mesa de negociação com o secretário da Fazenda, Giovani Feltes, o secretário de educação, Ronald Krummenauer, e o chefe da Casa Civil, Fábio Branco, para negociar o fim da greve. A principal exigência da categoria é o fim dos parcelamentos, que têm acarretado em dívidas e prejuízos à saúde dos servidores.

O Batalhão de Choque da Brigada Militar foi acionado para acompanhar a vigília dos professores que aguardaram o fim da reunião, do lado de fora da Seduc.

Foto: Guilherme Santos/Sul21
Foto: Guilherme Santos/Sul21
Foto: Guilherme Santos/Sul21

*Com informações do CPERS, CUTRS, Sintrajufe e Assufrgs




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