Dia 29: categoria unida

Dia 29: categoria unida

Dia 29: categoria unida contra as ameaças do governo Sartori

26 de maio de 2015

O CPERS convoca professores e funcionários de escola a unirem-se a mobilização que ocorre nesta sexta-feira, dia 29, às 11 horas: o Dia Nacional de Paralisação e Manifestações rumo a Greve Geral, contra a Terceirização, as Medidas Provisórias 664 e 665, o Ajuste Fiscal e em defesa dos direitos dos trabalhadores. Na ocasião, o CPERS estará manifestando seu repúdio as constantes ameaças do governo Sartori aos direitos trabalhistas de professores e funcionários de escola.

O CPERS orienta a direção das escolas de todo o Estado a paralisarem as atividades e unirem-se, junto a seu corpo docente e funcionários de escola, as mobilizações em suas cidades.

Em Porto Alegre, a concentração dos educadores ocorre em frente à sede do CPERS (Alberto Bins, 480, Centro), às 11 horas. Ao meio-dia, a categoria soma-se a mobilização em frente a Fecomércio e às 13 horas o grupo segue em caminhada até o Palácio Piratini.

Ataques do governo

Desde o início do governo, os educadores convivem com ameaças de parcelamento e congelamento de salários, possibilidade de mexer no Plano de Carreira e de abolir direitos como o difícil acesso, além de, a todo momento, cogitar a terceirização de funcionários de escola e professores.

Está previsto para os próximos dias, o envio do pacote de medidas contra a crise, elaborado pelo governo do Estado, para a Assembleia Legislativa. A primeira parte do pacote refere-se a vantagens de servidores públicos, como licenças-prêmio, incorporação de função gratificada e critérios para aposentadoria. O primeiro conjunto de projetos deve ser sucedido por outros dois pacotes. Um sobre medidas econômicas e fiscais, que pode conter o aumento de impostos, e outro que tratará da estrutura do Estado.



Enquanto afirma não ter dinheiro para pagar o Piso do Magistério, dentro do Plano de Carreira, alegando uma suposta crise financeira do Estado, o governo aumenta seu próprio salário, de seu vice e secretários em mais de 64%. Enquanto isso, os educadores recebem, atualmente, apenas 48% do Piso.


A união e a participação da categoria nesse dia são fundamentais para a defesa dos direitos dos educadores. Não podemos admitir ataques do governo aos nossos direitos.

panfleto

http://cpers.com.br/dia-29-categoria-unida-contra-as-ameacas-do-governo-sartori/

É preciso recolocar a verdade sobre o Piso no ar!

O grupo RBS tem veiculado uma peça audiovisual intitulada “Entenda porque o Governo do RS não paga o piso nacional dos professores”. Esta peça causou indignação em toda a categoria.
O vídeo tem um tom institucional, está distante do bom jornalismo que busca preservar o contraditório. O conteúdo afirma que o não cumprimento da Lei do Piso Nacional não foi escolha dos governantes e responsabiliza o plano de carreira, os aposentados, chamados de “parados” segundo o spot, e algumas vantagens como o difícil acesso, para concluir com o número mágico de R$ 4.400,00 como média salarial da categoria.

A indignação que tomou conta dos trabalhadores em educação se justifica. Se a média salarial fosse o valor apresentado pela RBS, o que não é, ainda assim ele seria apenas igual ao auxílio-moradia da magistratura.


O emprego da lógica da inevitabilidade é a mesma que tenta “justificar” a privatização com a venda de patrimônio público, volta dos pedágios, as concessões combinado com a retirada de direitos. Nada na política é inevitável. O não cumprimento da Lei do Piso é resultado de escolhas. Quando se escolheu abrir mão de R$ 13 bilhões anuais em renúncia fiscal se optou pela margem de lucro dos empresários em detrimento dos serviços públicos.


É possível cumprir a Lei do Piso Nacional e preservar o plano de carreira, para isso é preciso acabar com a renúncia fiscal, regulamentar o envio dos recursos dos royalties do petróleo e garantir o investimento dos 10% do PIB na educação. É preciso fazer estas escolhas, é preciso fazer escolhas diferentes das que foram feitas.


O jornalismo gaúcho deve restabelecer a verdade, exigência de uma sociedade democrática e desejo dos trabalhadores em educação.



http://cpers.com.br/e-preciso-recolocar-a-verdade-sobre-o-piso-no-ar/ 

 




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