Congresso Nacional deve ser extinto

Congresso Nacional deve ser extinto

Congresso Nacional deve ser extinto no Brasil  

Cláudia Ribeiro Paranhos


 

Você sabe quanto custa aos cofres públicos brasileiros um deputado federal ou senador? Você conhece alguma lei de interesse coletivo que qualquer um deles tenha aprovado? Se sua resposta é não, você está entre milhões de pessoas que compreendem que o Congresso Nacional é um antro de farra com o dinheiro público. E que deve, portanto, ser extinto.

 

Em artigo pubicado aqui mesmo neste Dever de Classe, o prof. Homero Costa, da UFRN, apresenta um balanço dos nossos congressistas no ano de 2012. O eminente especialista em ciência política coloca alguns dados no mínimo revoltantes, embora para mim não represente qualquer novidade.

 

Você sabia, caro leitor, que em 2012 os nossos congressistas aprovaram leis fantásticas para o povo, como o "Dia Nacional do Reggae" (11 de maio, data da morte de Bob Marley; aprovaram também o dia "Dia Nacional da MPB" (17 de outubro, aniversário de Chiquinha Gonzaga); e criaram ainda o "Dia Nacional do Quilo" (referência a Betinho) e "Dia do Aniversário do Buda Shakyamuni (8 de abril)". É muita festa e patifaria com o dinheiro público.

 

Mas, segundo ainda o artigo do prof. Homero, ao tempo em aprovaram as malandragens acima, eles se negaram a aprovar o Plano Nacional de Educação, a Lei do Conflito de Interesses, a Lei antissuborno e a PEC de combate ao trabalho escravo. É mole ou querem mais.

 

Pois continuem a ler. É o prof. Homero quem dá os dados: "Cada um dos 594 parlamentares do Brasil – 513 deputados e 81 senadores – custam para os cofres públicos US$ 7,4 milhões por ano. Dois exemplos ilustram as diferenças em relação a outros países: no Japão, os 722 congressistas tem custo anual de menos de 1/3 do que no Brasil e na França (17º lugar no ranking dos congressistas mais caros) os deputados tem o equivalente a R$ 25 mil para pagar salários de no máximo cinco auxiliares, enquanto que no Brasil os deputados têm verbas de R$ 78 mil para contratar até 25 assessores". Em termos de gastança com congressistas inúteis, muitos envolvidos no esquema do mensalão, o Brasil só perde para os EUA, que é o país mais rico do mundo.

 

Diante de um quadro tão adverso ao povo, que alternativa resta à maioria da população, que não se beneficia em nada das ações do Congresso Nacional? A saída é extinguir esse órgão e o modo de representação elitista que de fato ele é. É preciso que o dinheiro público seja gerenciado pelo próprio povo. Como? Através dos sindicatos de trabalhadores. Através de associações de bairro. Através de Conselhos Especiais da Comunidade. Ou você ainda acredita em deputados e senadores?

 

*Cláudia Ribeiro Paranhos se identifica como carioca, economista e pequena empresária

 

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