Antecipar a restituição do IR

Antecipar a restituição do IR

Veja os cuidados ao antecipar a restituição do IR

29 abr 2015 

Amanhã (30) termina o prazo para entregar a declaração do Imposto de Renda e muitas instituições financeiras já começam a oferecer os serviços de antecipação da restituição devida pelo Governo aos contribuintes.

A antecipação é um serviço que faz com que o contribuinte não necessite esperar pelos lotes para receberem os valores devidos da restituição.  

Entretanto, antes de antecipar o valor, o contribuinte precisa tomar alguns cuidados. "Ao utilizar essa linha de crédito, os contribuintes, além de mostrar a falta de educação financeira, também podem perder rendimento", afirma presidente da Abefin (Associação Brasileira de Educadores Financeiros), Reinaldo Domingos.  

Segundo o especialista, na maioria das vezes, os endividados, ao utilizarem essas ferramentas, apenas estão remediando o problema do descontrole financeiro, que voltará com mais força no futuro.   Por isso, é interessante que, antes de qualquer coisa, seja feito uma análise do orçamento, para combater o que está gerando esse problema financeiro.  

Caso a antecipação seja uma última saída, os contribuintes devem ter a certeza de que tudo está correto na declaração entregue ao governo para fazer a solicitação junto ao banco. Se a declaração apresentar problemas, ela pode cair na malha fina da Receita Federal e o contribuinte terá que arcar com o empréstimo do próprio bolso.  

"Cair na malha fina é mais fácil do que parece, principalmente com a ampliação de cruzamentos de informações feita pela Receita Federal. Às vezes, a pessoa faz tudo corretamente, como manda o manual, e, assim mesmo, vai parar na malha fina", explica.    

Ou seja, a antecipação só vale a pena para os contribuintes que estão realmente precisando com urgência do dinheiro. Para quem está endividado e pagando taxas mais altas de juros do que as oferecidas pelos bancos, a antecipação da restituição para quitar dívidas é um bom negócio, mas, fora isso, não é muito vantajoso, sendo que os juros pagos pelo governo são bastante interessantes.  

"Caso a pessoa esteja decidida a realizar o empréstimo, aconselho que faça uma pesquisa nos bancos. A disputa pelos clientes é tão grande que as taxas cobradas flutuam muito entre as instituições financeiras. A primeira pesquisa pode ser pela Internet, para, depois, sentar com o gerente do banco e negociar melhorias na proposta que eles oferecem", diz Domingos.

Fonte: uol




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