A Educação precisa de mais atenção

A Educação precisa de mais atenção

"O sistema educacional brasileiro encontrado atualmente parece não ser capaz de fazer com que o aluno aprenda a compreender um simples texto", afirma jornal

Fonte: O Popular Digital         21 de janeiro de 2015

 

Pilar e um direito soberano no desenvolvimento de um país, por meio de cada indivíduo, a Educação ensina e prepara o ser humano para a vida. Seja no ensino público ou particular, é dever de todo governo oferecer ferramentas que incentivem e deem condições para que qualquer munícipe possa aprender e adquirir conhecimento, que o ajudarão não apenas na formação como profissional, mas principalmente como pessoa.

No Brasil, como é de conhecimento público, a Educação capenga há anos e uma mudança brusca neste cenário parece ser enxergada somente por meio de um binóculo. Se não por uma luneta. O sistema educacional brasileiro encontrado atualmente parece não ser capaz de fazer com que o aluno aprenda a compreender um simples texto, elaborar uma conta aritmética e interpretar um tema capaz de fazer com que ele tenha uma opinião e crie um senso crítico.

A divulgação do resultado do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) na semana passada, trazendo o alto número de estudantes que tiraram a nota zero na redação, assustou e colocou novamente em discussão o delicado momento da Educação no Brasil. Foram incríveis 529.373 alunos que zeraram no teste, margem muito superior a 2013, quando 106.742 tiraram 0. Apenas 250, entre 6 milhões de candidatos, conseguiram a nota máxima.

Várias são as causas que culminaram no atual momento da Educação. Além de um regimento educacional ruim e, por que não, precário, outros fatores colaboram para isso, como a falta de incentivo à leitura e ao estudo, muitas vezes culpa dos próprios professores, a atual estrutura das escolas públicas, que concentram a maioria dos alunos no país e os cortes milionários provocados pelo governo federal ao longo dos últimos anos.

O desinteresse dos estudantes na busca pelo conhecimento e a ausência de uma bagagem cultural pioram ainda mais a situação. Hoje em dia, as redes sociais mais atrapalham do que auxiliam os jovens, que levam para o seu dia a dia e para a sala de aula gírias e dialetos chulos, além de uma escrita falha. A busca pelo conhecimento e o estudo propriamente dito é deixada de lado há tempos.

Em sua posse, no início do mês, a presidente Dilma Rousseff (PT) anunciou que a Educação será a ‘prioridade das prioridades’, com o lema ‘Brasil, Pátria Educadora’. O que resta é torcer para que o discurso não fique apenas nas palavras.
Por outro lado não se pode jogar a culpa apenas nas costas do governo. É preciso que a Educação comece a mudar pela base, dentro de casa.

Os pais precisam participar do dia a dia do filho, acompanhado sua rotina e incentivando o estudo. Terceirizar essa tarefa e a responsabilidade somente para quem comanda o país é conveniente. Mesmo com os baixos salários e as dificuldades encontradas diariamente, os professores também devem se empenhar e ter consciência de que seu papel é ajudar na formação de um cidadão. A sociedade como um todo precisa entender que cada um tem sua parcela de contribuição. O caminho para que a Educação entre nos eixos passa por isso.

Leia editorial no site original aqui




ONLINE
13